EFA 2008/09
Externato João Alberto Faria
13
Dez 09

Era uma vez, numa cidade distante, uma menina de seis anos chamada Rebeca que tinha como lar os becos das ruas frias.

A sua cama era o chão, os seus lençóis caixas de cartão, a sua alimentação nem sempre existia....

O Natal para a Rebeca era muito triste, ao contrário das outras crianças que tinham um lar, uma família e brinquedos para brincar.

O seu maior desejo, em cada natal que passava, era o de ter uma família que a acolhesse e um lar para morar.

Era uma criança diferente de todas as outras, pois dava importância a pequenas coisas como por exemplo, receber uma refeição quente, um carinho, enquanto qualquer criança da sua idade preferia receber um qualquer bem material que pudesse ser útil para brincar.

Todas aquelas luzes que brilhavam nas ruas da cidade, anunciavam a chegada do Natal, trazendo consigo toda aquela azáfama e entusiasmo próprio de quem se prepara para a consoada.

Rebeca assistia à felicidade das pessoas com uma tristeza no olhar, sabendo que essa noite para si seria apenas mais uma noite passada na rua.

Com toda aquela correria, ninguém se dava conta daquela pequena menina suja e com fome que pedia esmola à porta de uma superfície comercial.

Passava pouco das onze da manhã e era véspera de Natal. Rebeca permanecia quase imóvel de braço esticado a mendigar uma esmola, até que, a certa altura se aproximou um casal que olhando para a menina com um olhar terno perguntou-lhe se ela queria comer, ao que Rebeca acenou afirmativamente com a cabeça.

Deslocaram-se os três então para um café, onde Rebeca um pouco envergonhada mal olhava para o casal.

O senhor João e a sua esposa Isabel eram um casal com cerca de quarenta anos e casados há dez anos. Sofriam de um grande desgosto...tinham perdido o único filho de ambos há cerca de quatro anos.

Rodrigo, com apenas dois anos de idade, foi-lhe diagnosticado um tumor no cérebro, em estado bastante avançado. Os médicos nada podiam fazer para o salvar e em apenas cinco meses o menino faleceu.

João e Isabel ainda não estavam completamente refeitos da perda do seu filho.

Rebeca, já tinha entretanto saciado a sua fome e ao olhar para o João e para a Isabel sorriu e agradeceu aquela refeição que ambos lhe tinham proporcionado. O casal iniciou então um diálogo com a menina para tentarem saber um pouco da sua vida.

Rebeca contou-lhes que vivia nas ruas já há bastante tempo, e não tinha família.

O casal, emocionado, comentou com Rebeca que perderam o filho, que se estivesse vivo teria seis anos de idade, exactamente a mesma idade de Rebeca.

De imediato João olhou para Isabel e bastou apenas um olhar para ambos perceberem que tinham de adoptar Rebeca...

Propuseram então à menina que seguisse com eles para a sua casa, ao que ela aceitou prontamente com um enorme sorriso no rosto. Ao chegarem a casa do casal, Isabel preparou-lhe um banho quente enquanto João preparava o quarto para acolher Rebeca.

 Já com o seu banho tomado e com roupas limpas e macias, Rebeca parecia estar a ver o seu sonho tornado realidade, pois seria o primeiro Natal passado dentro de uma casa com tanto conforto.

No final do jantar, João tinha-lhe embrulhado um urso de peluche para que lhe fizesse companhia na sua primeira noite, ao que Rebeca emocionada chorou no colo de Isabel e murmurou:

- Finalmente sou feliz!

O casal foi surpreendido com um pedido que Rebeca lhes fizera:

-          Posso chamar-vos de pai e mãe?

Isabel, com um brilho no olhar respondeu:

-          Claro que sim, filha!

João disse-lhe que se ela quisesse poderia ficar a viver com eles para o resto da sua vida.

Rebeca chorou de alegria e agradeceu-lhes com um forte abraço.

Após muitas burocracias João e Isabel conseguiram adoptar Rebeca dando-lhe assim a oportunidade de viver um sonho de criança!

 

 

    Mário Ferreira e Juliana 

 

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Ago 09

    Era uma floresta linda com muitas árvores, um riacho enorme com uma grande cascata.

Na floresta viviam muitos animais, incluindo a mãe loba com os seus dois filhotes.

    Os filhotes da mãe loba chamavam-se o Rebelde e o Traquinas. A mãe loba nunca sabia qual o disparate que se seguia, pois os dois juntos eram uma grande dor de cabeça, sempre a arranjar confusões e a preparar partidas, enfim, uns verdadeiros diabinhos de quatro patas.

    Um dia foram passear pela floresta e encontraram um rato. O Traquinas disse para o seu irmão:

 - Se conseguires apanhar aquele rato, que está a dormir junto ao carvalho, faço-te os trabalhos da escola durante uma semana!  Aceitas o desafio?

- Claro, e espero que estejas preparado para perder! – disse o Rebelde, confiante nas suas habilidades de caçador.

    Assim que o Rebelde viu uma boa oportunidade para avançar, não hesitou e começou a correr em direcção ao rato até que, quando achou que estava quase a apanhá-lo, deu um último salto para cima do rato, mas o rato, como na verdade não estava a dormir, apenas a descansar um bocado, conseguiu fugir a tempo antes de o Rebelde pôr as suas patas em cima dele.

    Não se dando por vencido, pois fazer os trabalhos de casa a dobrar não estava nos planos de Rebelde, este continuou a correr atrás do gato. Quando finalmente se deu por vencido, Rebelde murmurou:

    -Que chatice! Agora o Traquinas não vais parar de gozar comigo e de me chatear durante uma semana inteira…e o pior é que vou ter de fazer os trabalhos de casa dele…já bastavam os meus! – Lamentava o Rebelde quando voltava para junto do irmão.

 

   

24
Jun 09

publicado por ML às 23:17
13
Jun 09

 

Hoje foi um dia muito complicado!

De manhã, quando cheguei à loja, já atrasado quinze minutos, estavam à minha espera os fornecedores das tintas Cin.

Saí do carro à pressa, e com toda aquela correria tropecei no raio da pedra que lá estava.

Magoei o dedo mindinho! Só me apetecia chorar!

Dirigi-me com os fornecedores até ao armazém para descarregar as tintas e, para não fugir à regra, lá vinham mais oito latas de quinze litros todas amachucadas! Eu não mereço isto!

Mandei a carga toda para trás!

A hora do almoço prolongou-se para duas, porque o senhor que estava a servir às mesas devia estar a fazer concorrência ao caracol, seu animal de estimação. Só me apetecia subir aos postes!

À tarde, tive de aturar uma cliente tão chata que só me apetecia "ganir"! O raio da mulher é doida!

Infelizmente, ainda tive de ir aturar todos aqueles caramelos do EFA! Ai a minha sina !!!

O meu dia de trabalho finalmente acabou, mas a minha noite de estudo ainda mal começou!

Só me apetece chorar!!

Em português a professora mandou-nos fazer um texto...eu??? Um texto??? Logo hoje que não me apetecia fazer nada! Reclamei...mas não fizeram caso, acharam que estava a brincar...tristeza! Em protesto, levantei o meu mini cartaz em que dizia: “só me apetece é chorar!” mas desta não estava à espera, então não é que a Mitú tinha também um, que dizia: “Então chora, chora!” Não bastava esta, ainda tive que gramar com o Rui... já lhe pedi para que cortasse os pulsos, mas ele não me ouve!

Definitivamente, ninguém me compreende!

Tenho a certeza que hoje foi um péssimo dia mas, com toda a certeza, amanhã será um óptimo início de fim-de-semana!

                                                         

                                                                          Até amanhã

 

 

publicado por ML às 12:13
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olá Vírginia, continua com esse espírito de escrit...
olá boa noite! O teu texto está muito bonito.
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